sexta-feira, 16 de maio de 2008
História da Educação Especial - Parte II
Iniciamos a história da educação especial por um importante relato de Bianchetti, ele diz que na antiguidade apenas os nobres tinham valor, os demais membros da sociedade eram tidos como sub-humanos e naquela época cultuava-se acima de tudo a beleza e a perfeição dos seres humanos.
Com o início da Revolução Burguesa no século XVI, surgiram novas idéias, a deficiência passou a ser vista como problema médico e não mais teológico sendo tratada através da alquimia e de magias.
No século XVII e XVIII, começa-se a acreditar na educabilidade do deficiente. Com o objetivo de oferecer tratamento médico e aliviar a carga da família e da sociedade, por este motivo os deficientes eram mandados para asilos e hospitais.
O século XIX, foi tempo de grandes descobertas no campo da medicina, biologia e da saúde, então, passou-se a estudar os deficientes em busca de respostas para seus problemas.
O deficiente era tratado como um doente excluído da família e da sociedade. Após algum tempo mudou-se este conceito, foram surgindo algumas escolas especiais e centros de reabilitações, pois a sociedade começava a enxergar que os deficientes poderiam ser produtivos se recebessem treinamento adequado.
No século XX, aos poucos, pais e pedagogos deram início a instituições de ensino especializado como a Sociedade Pestalozzi, a AACD (Associação de Assistência à Criança Defeituosa) e a APAE (Associação de Pais e Amigos do Excepcional)
A questão da deficiência foi saindo do campo da saúde, para o campo da educação e o MEC (Ministério da Educação e Cultura) assume a clientela da educação especial.
Segundo Kassar, em 1986, a expressão "alunos excepcionais" foi substituída por "alunos portadores de necessidades especiais" e finalmente o Brasil participou da Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos na cidade de Jomtiem, na Tailândia: estavam lançadas as sementes da política de educação inclusiva.
Na década de 90 começa a ser delineada a idéia da necessidade da construção de espaços sociais inclusivos, ou seja, espaços organizados para atender ao conjunto de características e necessidades de todos os cidadãos, inclusive, aqueles que apresentarem necessidades educacionais especiais.
Educação Especial no Brasil
População total: 169.872.856
População com deficiência: 24.600.256
População de 0 a 17 anos com deficiência: 2.850.604
0 a 4 anos: 370.530
5 a 9 anos: 707.763
10 a 14 anos: 1.083.039
15 a 17 anos: 689.272
18 a 24 anos: 1.682.760
A Partir de 1998
Houve crescimento de 107,6% no total das matrículas de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas públicas e privadas, sendo que o maior número destes alunos têm deficiência múltipla ou são deficientes mentais, acompanhados por números significativos de alunos com baixa visão, surdos, cegos e por último surdocegos. As matrículas distribuem-se por toda rede de ensino, sendo que se encontram mais deficientes matriculados no ensino fundamental, cerca de 466.155 estudantes, após a maioria está matriculado na pré-escola, na EJA, na educação profissional básica, em creches e por último no ensino médio e na educação profissional técnica.
Portanto, a educação especial a cada ano vem ganhando mais espaço na sociedade brasileira, bem como nas escolas, principal local onde se deve efetuar a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais.
Conclusão
A educação especial sempre foi algo muito debatido na sociedade. Atualmente ela ganha destaque pelos meios de inclusão através de campanhas, palestras, projetos e ações, mas para sofreu profundas modificações, pois antes crianças portadoras de necessidades especiais eram excluídas da sociedade e até mesmo da família ao contrário de hoje em dia em que os processos e meios de inclusão vêm aumentando gradativamente ao longo dos anos.
História da Educação Especial - Parte I
Introdução: Desde a Antigüidade, com a eliminação física ou o abandono, passando pela prática caritativa da Idade Média, o que era forma de exclusão, ou na Idade Moderna, em que o humanismo, ao exaltar o valor do homem, tinha uma visão patológica da pessoa que apresentava deficiência, podemos constatar que a maneira pela qual as diversas formações sociais lidaram com a pessoa que apresentava deficiência reflete a estrutura econômica, social e política do momento.
Antigüidade: Na Antigüidade remota e entre os povos primitivos, o tratamento destinado aos portadores de deficiência assumiu dois aspectos básicos: alguns os exterminavam por considerá-los grave empecilho à sobrevivência do grupo e, outros, os protegiam e sustentavam para buscar a simpatia dos deuses, ou como gratidão pelos esforços dos que se mutilavam na guerra. Cada sociedade tinha sua maneira de tratar as pessoas deficientes, como nos exemplos abaixo:
Roma: Eram abandonadas em pequenos cestos nas margens do Rio Tigre.
Esparta: A recomendação de política de eugenia era abandonar as crianças deficientes ou frágeis demais e procurar fortalecer as mulheres para gerarem filhos robustos e sadios.
Grécia: A criança destinada à morte era conduzida ao Apothetai, o que significa depósito, o pai era o que decidia sobre a vida da criança com deficiência, que poderia ser "exposta" no campo ou lançada do alto de rochedos.
Hebreus: Viam, na deficiência física ou sensorial, uma espécie de punição de Deus, e impediam qualquer portador de deficiência de Ter acesso à direção dos serviços religiosos.
Atenienses: Por influência de Aristóteles, protegiam seus doentes e deficientes, sustentando-os, até mesmo por meio de sistema semelhante a Previdência Social.
Idade Média: A própria religião, com toda sua força cultural, ao colocar o homem como "imagem e semelhança de Deus", ser perfeito, incluía diretamente a idéia da condição humana como perfeição física e mental. Fazendo uma má interpretação desses textos religiosos, muitos achavam que não sendo "parecidos com Deus", os deficientes ou imperfeitos deviam ser postos a margem da condição humana.
A partir das modificações advindas com a doutrina cristã, as atitudes de abandono são substituídas por sentimentos de misericórdia e caridade. Os portadores de deficiência passam a Ter direitos de sobrevivência, sob influência do Cristianismo, os senhores feudais amparavam os deficientes e os doentes, em abrigos nas igrejas. Como o Quasímodo do livro Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo, que vivia isolado na torre da catedral de Paris.
Progressivamente, no entanto, com a perda de influência do feudalismo, veio à tona a idéia de que os portadores de deficiência deveriam ser engajados no sistema de produção, ou assistidos pela sociedade, que contribuía compulsoriamente para tanto.
Na França, instituiu-se, em 1547, por Henrique II, assistência social obrigatória para amparar deficientes, através de coletas de taxas. Mas foi com o Renascimento que a visão assistencialista cedeu lugar, definitivamente, a postura profissionalizante e integrativa das pessoas portadoras de deficiência.
A maneira científica de percepção da realidade daquela época derrubou o estigma social piegas que influenciava o tratamento para com as pessoas portadoras de deficiência, e a busca racional da sua integração se fez por várias leis que passaram a ser promulgadas. Um exemplo dessas leisfoi a Lei dos Pobres, a qual autorizou os portadores de deficiência a pedir esmola, essa lei foi revista em 1723, ocasião em que foram criadas as Casas de Trabalho para deficientes.
A primeira obra impressa sobre educação de deficientes, de Juan Pablo, foi editada na França, 1620, como titulo "Redação das Letras e arte de ensinar os mudos a falar". Enquanto a primeira instituição especializada para a educação dos surdos foi fundada em 1770, em Paris.
Grupo 1- Ana Paula, Júlia, Luana e Flávia.
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