Introdução: Desde a Antigüidade, com a eliminação física ou o abandono, passando pela prática caritativa da Idade Média, o que era forma de exclusão, ou na Idade Moderna, em que o humanismo, ao exaltar o valor do homem, tinha uma visão patológica da pessoa que apresentava deficiência, podemos constatar que a maneira pela qual as diversas formações sociais lidaram com a pessoa que apresentava deficiência reflete a estrutura econômica, social e política do momento.
Antigüidade: Na Antigüidade remota e entre os povos primitivos, o tratamento destinado aos portadores de deficiência assumiu dois aspectos básicos: alguns os exterminavam por considerá-los grave empecilho à sobrevivência do grupo e, outros, os protegiam e sustentavam para buscar a simpatia dos deuses, ou como gratidão pelos esforços dos que se mutilavam na guerra. Cada sociedade tinha sua maneira de tratar as pessoas deficientes, como nos exemplos abaixo:
Roma: Eram abandonadas em pequenos cestos nas margens do Rio Tigre.
Esparta: A recomendação de política de eugenia era abandonar as crianças deficientes ou frágeis demais e procurar fortalecer as mulheres para gerarem filhos robustos e sadios.
Grécia: A criança destinada à morte era conduzida ao Apothetai, o que significa depósito, o pai era o que decidia sobre a vida da criança com deficiência, que poderia ser "exposta" no campo ou lançada do alto de rochedos.
Hebreus: Viam, na deficiência física ou sensorial, uma espécie de punição de Deus, e impediam qualquer portador de deficiência de Ter acesso à direção dos serviços religiosos.
Atenienses: Por influência de Aristóteles, protegiam seus doentes e deficientes, sustentando-os, até mesmo por meio de sistema semelhante a Previdência Social.
Idade Média: A própria religião, com toda sua força cultural, ao colocar o homem como "imagem e semelhança de Deus", ser perfeito, incluía diretamente a idéia da condição humana como perfeição física e mental. Fazendo uma má interpretação desses textos religiosos, muitos achavam que não sendo "parecidos com Deus", os deficientes ou imperfeitos deviam ser postos a margem da condição humana.
A partir das modificações advindas com a doutrina cristã, as atitudes de abandono são substituídas por sentimentos de misericórdia e caridade. Os portadores de deficiência passam a Ter direitos de sobrevivência, sob influência do Cristianismo, os senhores feudais amparavam os deficientes e os doentes, em abrigos nas igrejas. Como o Quasímodo do livro Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo, que vivia isolado na torre da catedral de Paris.
Progressivamente, no entanto, com a perda de influência do feudalismo, veio à tona a idéia de que os portadores de deficiência deveriam ser engajados no sistema de produção, ou assistidos pela sociedade, que contribuía compulsoriamente para tanto.
Na França, instituiu-se, em 1547, por Henrique II, assistência social obrigatória para amparar deficientes, através de coletas de taxas. Mas foi com o Renascimento que a visão assistencialista cedeu lugar, definitivamente, a postura profissionalizante e integrativa das pessoas portadoras de deficiência.
A maneira científica de percepção da realidade daquela época derrubou o estigma social piegas que influenciava o tratamento para com as pessoas portadoras de deficiência, e a busca racional da sua integração se fez por várias leis que passaram a ser promulgadas. Um exemplo dessas leisfoi a Lei dos Pobres, a qual autorizou os portadores de deficiência a pedir esmola, essa lei foi revista em 1723, ocasião em que foram criadas as Casas de Trabalho para deficientes.
A primeira obra impressa sobre educação de deficientes, de Juan Pablo, foi editada na França, 1620, como titulo "Redação das Letras e arte de ensinar os mudos a falar". Enquanto a primeira instituição especializada para a educação dos surdos foi fundada em 1770, em Paris.
Grupo 1- Ana Paula, Júlia, Luana e Flávia.

6 comentários:
Está é a pergunta gurias!
Na Antigüidade e na Idade Média, quando crianças nasciam com algum tipo de deficiência, na maioria dos lugares eram executadas, ou quando sobreviviam eram abandonadas pelas famílias e tratadas como seres imperfeitos que deviam ser postos a margem da condição humana. Atualmente ainda existem tribos indígenas que são adeptas a execução caso a criança nasça com alguma deficiência. Qual sua opinião sobre esse assunto?
Diante disso, é importante que façamos a seguinte reflexão: "O que é mais importante, a vida ou a deficiência física/mental?"
Partindo desse princípio,temos a consciência de que o ser humano independente de seu aspecto físico, mental e emocional, é um ser que merece respeito. Tirar a vida de uma criança pelo fato de ser um Ser com "problemas" é uma violação ao direito à vida.Portanto jamais podemos aceitar tais condições,sendo que entendemos que todo ser humano deve ser valorizado.
BRUNA PORTILHO: o ser humano é um ser que merece não somente respeito como oportunidades na vida...E uma pessoa com deficiência não é diferente, acho este tipo de ato uma crueldade,executar uma criança somente porque ele não é "perfeito" é um sinal de ignorancia por partes das pessoas...Por mais diferentes que seja a cultura das pessoas isso não é coisa que se faça...
No meu ponto de vista, por mais que seja cultura dessas tribos penso que a vida de um ser humano deve sempre vir em primeiro lugar, deve ser respeitada.
A minha opinião não vem a ser nada diferente das demais, pois vejo isso como sendo um ato de tamanha crueldade, afinal está se colocando fora a vida de seres humanos, não são animais. E pelo fato de terem alguma deficiência não justifica esse ato que possui tanta brutalidade.. O mais impressionante e que nos choca ainda mais é que essas crianças são abandonadas pelos próprios pais. Fico imaginando, as pessoas são bem diferentes umas das outras, pois conheço famílias que possuem filhos com algum tipo de deficiência e os tratam com tanto carinho.
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