
Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes
Resolução aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em
09/12/75.
A declaração dos direitos das pessoas deficientes é um apelo à ação dos órgãos e entidades nacionais e internacionais para assegurar que toda pessoa com deficiência possa desenvolver suas habilidades nos mais variados campos de atividades. Também tem como objetivo promover a integração daqueles que estão em desvantagem física ou mental, importando a socialização e pleno desenvolvimento dos mesmos.
A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho:
Convocada em Genebra pelo Conselho de Administração do Escritório Internacional do
Trabalho e realizada nessa cidade em 1º de junho de 1983
O objetivo da conferência foi atingir metas de "participação plena" das pessoas deficientes na vida social e no desenvolvimento, promovendo deste modo "igualdade".
Art. 1 "Entende-se por "pessoa deficiente" pessoas cujas possibilidades de obter e conservar um emprego está reduzido devido a uma deficiência de caráter físico ou mental devidamente comprovada";
"Permitir que a pessoa deficiente obtenha e conserve um emprego e progrida no mesmo e se promova a integração dos mesmos na sociedade";
"As proposições desta Convenção serão aplicáveis a todas categorias de pessoas deficientes".
Conferência Mundial de Educação (Declaração de Salamanca)
Salamanca – Espanha
Realizada de 7 a 10 de junho de 1994
Participação: delegados representantes de
88 governos e 25 organizações internacionais.
Propósito: elaboração de um documento de cunho mundial, fruto da reunião internacional, com o objetivo de determinar as diretrizes para a implantação dos princípios, políticas e práticas educacionais para uma educação não exclusiva (discriminatória).
Objetivo: assegurar que a educação de pessoas com deficiências seja parte integrante do sistema educacional regular.
À época do ano de 1994 existia um consenso emergente de que crianças e jovens com necessidades especiais deveriam ser incluídas em arranjos educacionais para a maioria das crianças.O debate na Conferência Mundial de Educação Especial foi conclusivo para a elaboração do conceito de Escola Inclusiva.
Carta para o Terceiro Milênio
Carta aprovada no dia nove de setembro de 1999, em Londres, Grã-Bretanha, pela:
Assembléia Geral da REHABILITATION INTERNATIONAL
No terceiro milênio é preciso aceitar a deficiência como uma parte comum da variada condição humana, precisa-se criar políticas sensíveis que respeitem tanto a dignidade de todas as pessoas, como os inerentes benefícios e harmonia derivados da ampla diversidade existente entre elas.
Os programas internacionais de assistência ao desenvolvimento econômico e social, devem exigir que todos os projetos de infra-estrutura tenham padrões mínimos de acessibilidade em todos os seus projetos, assegurando assim, que pessoas com deficiência sejam plenamente incluídas na sociedade.
Declaração Internacional De Montreal Sobre Inclusão
Aprovada em 5 de junho de 2001 pelo
Congresso Internacional "Sociedade Inclusiva". Realizado em Montreal, Quebec, Canadá.
Esta Declaração tem por fim frisar que: "Todos os seres humanos nascem livres e são iguais em dignidade e direitos". Tem por objetivo maior implementar soluções de estilo de vida. Que requerem planejamento e estratégias de desenho intersetoriais, interdisciplinares e interativos, onde incluam todas as pessoas e que sejam sustentáveis, seguras, acessíveis, adquiríveis e úteis. Convoca a todos os governos para que incluam e desenvolvam, o desenho inclusivo em todos os ambientes, produtos e serviços.
A comunidade internacional, sob a liderança das Nações Unidas, reconhece a necessidade de garantias adicionais de acesso para excluídos, e neste sentido, declarações intergovernamentais levantam a voz para formar parcerias entre governos, trabalhadores e sociedade civil com o objetivo de desenvolverem políticas e práticas inclusivas.
Convenção da Organização dos Estados Americanos *
DECRETO Nº 3.956, DE 8 DE OUTUBRO DE 2001
Objetivo: Prevenir e eliminar todas as formas de discriminação contra Pessoas Portadoras de Deficiência .
Reafirma que os Deficientes têm os mesmos direitos e liberdades fundamentais que outras pessoas e que estes direitos, inclusive o direito de não serem submetidas a discriminação com base na deficiência, emanam da dignidade e da igualdade que são inerentes a todo o ser humano.
Entende, que não constitui discriminação a diferenciação ou preferência adotada pelo Estado parte par promover a integração social ou o desenvolvimento pessoal Deficientes, desde que a diferenciação não constitua desrespeito à dignidade ou à igualdade dessas pessoas e que elas não sejam obrigadas a aceitar tal diferenciação ou preferência.
CONCLUSÃO:
Nós enquanto acadêmicas do curso de Pedagogia temos o dever de buscar informações e nos interarmos no sentido vislumbrar melhor o conhecimento das diferentes deficiências, com o propósito de sermos educadoras eficientes no sentido de promover a igualdade em sala de aula entre aqueles ditos "normais" e os Deficientes Físicos. Vale lembrar que as potencialidades dos seres humanos não se restringem ao conceito pleno do funcionamento físico e, sim, aos valores intrínsecos na pessoa humana, assim todo Deficiente é pleno de capacidade emocional e racional, e o educador é quem irá juntamente com a família proporcionar o desenvolvimento de todo o seu potencial.
Em meio aos nossos anseios egoístas os Deficientes físicos nos ensinam que, por vezes, nós (ditos "normais) é quem somos deficientes, uma vez que tendo todos os sentidos em pleno funcionamento erramos em atitudes, perdendo, muitas vezes o sentido de viver plenamente a vida, preocupados com coisas à menor.
PERGUNTA DO GRUPO: Você acha que o professor estando atualizado sobre as conferências e fóruns mundiais de educação inclusiva deve se mobilizar o mais breve possível, conforme as novas práticas educacionais ou esperar que a concretização ocorra de modo gradual ?
5 comentários:
Acredito que seja do professor o interesse principal de estar atualizado e informado. Acho muito importante ser uma profissional aberta e disposta a mudanças, estar atualizada e ciente de meus direitos e deveres como cidadã e profissional.Desta forma não acredito que um bom profissional deve ficar esperando as coisas acontecerem ms si seja um agente participante da mudança, pois de mada adiantará estudar se não puder acrescentar nada a vida de ninguém.
Em primeiro lugar, parabens pelo trabalho!!! Quanto ao estar informado tenho certeza que é de extrema importancia. Devemos usar todos os meios para que nossa passagem pela academia seja a mais proveitosa possível. Nossa obrigação quanto acadêmicos é de não pensar que tudo será dado de mão beijada, temos que correr atrás do que seja melhor para nosso crescimento pessoal. Somos como diamantes brutos quando entramos na faculdade, mas quando sairmos dela seremos predas preciosas que deveram estar pprontas para auxiliarmos na sociedade que demanda profissionais capacitados e com vontade de dar o melhor de sí.
Parabéns pela idéia dessa pagina.
Acadêmica de Psicologia sa ULBRA-SM.
O que o professor aprende na sua formação não é o suficiente para ele ser um bom profissional.É preciso ir em busca, estar atualizado dos acontecimentos que giram ao seu redor.O professor deve sim botar em prática a inclusão na educação e não esperar que ela "bata na sua porta", pois a inclusão depende da força e boa vontade do educador e ela depende dele para ter um resultado positivo.
O professor é mediador e um dos principais responsáveis pela inclusão,portanto, cabe a ele a responsabilidade e o interesse de buscar através de uma formação continuada subsidios e orientações de como atuar com essa realidade, e de forma alguma deve esperar que a inclusão ocorra por "si só", de forma gradativa, deva ser encarada como emergencial, e assim, também o professor precisa ver sua necessidade de aprendizado.
O professor é mediador e um dos princípais responsável pela inclusão,portanto, precisa partir dele o interesse para que ela aconteça, e para isso precisa estar disposto a buscar através de uma formação continuada subsidios para sua prática, e de maneira alguma deve esperar que a inclusão ocorra de forma gradativa, deve empenhar-se para que seja imediata buscando sempre melhora-la.
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